Lar dos Velhinhos: “Se não houver mudanças, vamos apagar as luzes e fechar as portas”.

Com baixo repasse de recursos membro da diretoria do Lar dos Velhinhos, diz que não agüenta mais venda de rifa e bolos para arrecadar dinheiro e pagar as contas e afirma: “Se não houver mudanças, vamos apagar as luzes, fechar as portas e entregar as chaves a quem estiver disposto a administrar o Lar dos Velhinhos”.

A afirmação foi feita ontem, 14/05, em reunião na Câmara de Vereadores que contou com participação de representantes de 7 entidades assistenciais e  5 vereadores da mesa diretora da Câmara.

O encontro serviu para pedir apoio e solução para a crise financeira que provoca escassez de recursos e afeta manutenção e o pagamento de funcionários das entidades, CEDUS, APAE, Lar Miriã, CTR, Lar dos Velhinhos, Lar dos Bosco e Mão Cooperadora.

O membro do Conselho Central do Lar dos Velhinhos, Luiz Carlos Menechini, desabafou: “Não agüentamos mais vender rifa, bolos e outras atividades para arrecadar dinheiro e pagar as contas”, desabafou Menechini. Segundo ele, a instituição atende 67 pessoas idosas e cada um tem um custo de R$ 2,8 mil por mês. “A conta se torna alta demais, e o repasse, baixo demais”.

A vice-presidente do CTR, Ivone Maggioni Fiore, afirmou: “Estamos dispensando funcionários por falta de recursos. “Se continuar assim, os assistidos terão de voltar a dormir e ficar na rua”.

 

A Reforma da Previdência atinge também o orçamento do Lar dos Velhinhos

A Reforma da Previdência pode afetar asilo.
Se a reforma da Previdência foi aprovada como quer o governo, o Lar dos Velhinhos será prejudicado.
O projeto prevê BPC de R$ 400, contra R$ 998 (salário mínimo) atualmente.
É o Benefício de Prestação Continuada, que hoje é pago a vários internos.
"O BPC já tem 13º", lembra o presidente da entidade em Campo Mourão, João Ernesto.
Por lei, o asilo pode usar até 70% do benefício dos internos.
Os números. O Lar dos Velhinhos de Campo Mourão tem hoje 67 internos, com custo médio mensal de R$ 2,8 mil cada.

Fotos