Protesto reúne 15 mil em Curitiba contra cortes na educação e reforma da Previdência

Trabalhadores da educação e estudantes estão nas ruas nesta quarta-feira (15) em protesto às políticas do governo Bolsonaro, como o corte de recursos da educação e a reforma da Previdência. Em Curitiba, o ato foi organizado pelo Fórum Popular de Educação do Paraná (FEPE-PR) e reuniu mais de 10 mil pessoas. A APP-Sindicato participa dos protestos em mais de 30 cidades do estado. A Greve Nacional da Educação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).

Na capital, a concentração foi no início na manhã e lotou a Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Essa é uma grande luta em defesa da escola pública, contra esse conjunto de ataques e desmontes que vem do governo federal e passa pelos governos estaduais e municipais. Também queremos dizer para sociedade que somos contra a reforma da Previdência, porque defendemos uma aposentadoria digna para todos”, disse o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão.

Para a vice-presidente da CNTE, professora Marlei Fernandes, a decisão do governo Bolsonaro de cortar recursos das universidades, institutos federais e da educação básica, inviabilizando projetos de pesquisa e ameaçando o funcionamento das instituições, provocou a revolta de diversos setores da educação, inclusive da iniciativa privada, unindo professores, estudantes e funcionários das unidades de ensino.

“O que está acontecendo é um ataque violento contra a nossa ciência, a tecnologia, ao futuro do Brasil, e na educação básica também. Nós temos que lutar e a sociedade está do nosso lado, porque a sociedade defende a educação, a escola pública, os educadores e os estudantes”, comentou Marlei.

“Hoje é um dia de denúncia, mas também de anúncio, como dizia Paulo Freire, daquilo que fazemos e queremos para a educação pública do nosso país”, falou a secretária estadual de Finanças da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto. Ela também criticou a reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional, destacando que a proposta prejudica todos os trabalhadores, especialmente as mulheres e categorias como a das professoras.

Após as falas das lideranças que organizaram o movimento, a manifestação ganhou as ruas de Curitiba em direção ao prédio da prefeitura municipal, no Centro Cívico. No percurso, professores e estudantes aproveitaram para dialogar com as pessoas que passavam pelas calçadas. Das janelas dos prédios houve também acenos de apoio.

As atividades do protesto na capital foram concluídas com a entrega de um documento com o posicionamento do FEPE-PR ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná.


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