Cadeia superlotada em Campo Mourão registra fuga de três detentos

Os três fujões conseguiram escapar na manhã de ontem (09/07), pelo solário da cadeia, e provocou movimentação de policiais ao redor da delegacia, deixando alguns moradores assustados, com a perseguição policial em quintais de residências próximo à delegacia. Os detentos Lenon Ribeiro da Costa, e Alexandro Silva de Godoy, 23 anos, foram recapturados, quando estavam ainda nas proximidades da cadeia. O único que teve êxito na fuga é um dos criminosos envolvidos no o assassinato do comerciante Nelson Bassi, que era dono de um mercado na Vila Urupês e foi morto durante assalto.

 

OUTRA MOVIMENTAÇÃO POLICIAL ENVOLVEU O GAECO:

O grupo que atua em operações de combate ao crime organizado, desenvolveu ações em Campo Mourão, na manhã de ontem (09/07). A cidade foi uma das contempladas da  Operação “Cartas Marcadas”,  que cumpriu 5 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em cidades do Paraná, de Santa Catarina e do Mato Grosso. Em Campo Mourão foram 7 mandados de busca e apreensão, na operação que investiga fraude em licitações, falsidade ideológica e associação criminosa. Os atos teriam sido praticados por um grupo de empresários que  constituíram empresas fraudulentas com intuito de fornecer uniformes escolares em licitações de prefeituras. As empresas sequer possuíam maquinário para confecção dos produtos. Segundo a denúncia, o grupo atuou de forma fraudulenta em em licitações em 17 municípios por meio de violação do sigilo da concorrência.

Os mandados foram expedidos pela justiça de Telêmaco Borba e resultou em  prisões de 5 empresários de uma mesma família na cidade de Indaial, em Santa Catarina. Conforme, informações, o esquema era chefiado pelo mourãoense Angelo Sequinel Filho, que foi  um dos presos na operação. Também foi presa a esposa de Ângelo, o filho dele, Ângelo Sequinel Neto, Elânia Lima Sequinel, e André Luiz Marques, que teria entregado todo o grupo para a Polícia e o Gaeco. Segundo o Ministério Público, a quadrilha teria aberto empresas de fachada para participar de processos licitatórios, e concorriam entre si e, ao final, pelo menos uma delas acabava vencendo a licitação. O promotor Renato de Lima Castro, um dos responsáveis pela Operação disse que os atos fraudulentos se beneficiavam da falta de capacidade técnica de algumas prefeituras, mas vai apurar se há envolvimento de gestores públicos nos crimes praticados.

 

Fotos